terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

De volta à terra brasilis

Ahh...nada como voltar para nossa terra...
...encontrar rostos e paisagens conhecidas e principalmente poder falar qualquer coisa e ser entendido. Falando nisso, passamos por várias situações engraçadas por causa do idioma lá na Espanha, principalmente por causa dos infames falsos cognatos.

Muitas palavras existem tanto em português quanto em espanhol, mas com significados muito diferentes nas duas línguas. Piso, por exemplo, é o que nós conhecemos por apartamento. E habitación é o quarto. Pagar propina para a camarera significa dar gorjeta para a garçonete. Chamar as pessoas de tio ou tia, não quer dizer que sejam irmãos de nossos pais, mas é como a maioria dos jovens se referem uns aos outros por aqui. Contestar o telefone não significa reclamá-lo, mas atendê-lo. Dizer que você quer ligar para alguém requer um pouco de cuidado. Ligar significa “ficar”. E se dizemos que vamos pegar alguém, isso quer dizer que queremos bater na pessoa. Dizer que vai folhear uma revista também causa certos constrangimentos, pois foneticamente se parece com follar, ou seja, manter relações sexuais.

Apellido
é sobrenome. Sobrenombre é apelido. Oficina é escritório. Mas se falamos de uma oficina de carros usa-se Taller. Os talheres que usamos para comer chamam-se Cubierto, mas coberta de dormir é Manta mesmo. Acreditamos que já assimilamos grande parte do repertório dessas “palavras-pegadinhas”, e estamos usando várias delas no nosso vocabulário do dia-a-dia aqui no Brasil.

domingo, 10 de fevereiro de 2008

Raggeaton e Bachata

Procuramos por alguns exemplos das músicas que tocam aqui. Para provar que as danças e as letras sao às vezes piores que funk/axé:

Primeiro, a Bachata.
Vejam se nao é a Dança do Acasalamento:


Aprenda a dançar a Bachata:


Agora uma lentinha:


Agora o Raggaeton.
Uma coisa "mano" mas com um quê latino. Lembra da Gasolina?


"Noche de sexo"


Mais uma. Hip-Hop com "ginga latina":


De qualquel forma, é bem legal. O ruim é saber que o Brasil nao é "do bonde" da América Latina. Todos os hermanos estao integrados. Todo mundo conhece as músicas dos países vizinhos. Só a gente fica completamente de fora, porque somos os únicos que falamos uma língua diferente.

Mas o Guilherme, assistindo um programa chamado "Ao pie de la letra," aprendeu uma cançao em castellano. Fomos pesquisar e descobrimos se tratar de uma banda argentina, que dizem ser antiga. É engraçadíssimo ouvir o Gui cantar:

Y yo estoy aquí
(e eu estou
aqui)

Borracho y loco
(bêbado e louco)
Y mi corazón idiota
(e meu coraçao idiota)
Siempre
brillará

(sempre brilhará)



Virou a música favorita do menino. Uma gracinha.

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

Capítulo 3: AQUI NA ESPANHA...

... a comida é muito estranha.

E nao é só porque rima, nao. As coisas de comer aqui sao realmente bizarras, estranhas e muito esquisitas. Tudo vem pronto. O prazer da culinária praticamente inexiste. Eu e o Gui estávamos outro dia no supermercado (antro da bizarrice) e chegamos à conclusao que se um espanhol ficasse perdido em uma ilha deserta e encontrasse uma cenoura, um frango, arroz, ou outras comidas in natura, ele ia morrer de fome. Dá uma olhada no que significa cenoura e beterraba para uma pessoa daqui:
Cenoura é zanahoria, beterraba é remolacha (em castelhano). Limpas, descascadas e raladas. É só abrir e comer. A mandioca (aqui tem!) vem envernizada! Juro!!! O feijao (alubia), nosso velho conhecido, já vem cozido, em um pote de vidro de conserva. Nao temos nenhuma foto do feijao nem da mandioca, mas saca só como vem o milho (quando na espiga), o purê de batatas e a lentilha:

Tudo absolutamente pronto! Limpo, descascado, cozido. Basta esquentar, se quiser. Uma coisa engraçada é o ovo: vêm naquela mesma embalagem comum no Brasil, uma dúzia deles enfileiradinhos na caixinha. Mas o que é interessante é notar que todos vêm com um código impresso, o que garante que nenhum deles está estragado. Olha só:

A pior de todas as bizarrices comestíveis aqui é o tempero. Ou pior, a falta de tempero. Tudo é temperado somente com um pouco de sal, o que faz que todas as comidas tenham o mesmo sabor, da salada à carne. Quanto as embalagens, elas são muito parecidas com as do Brasil, mas tudo em tamanhos estranhos. O azeite vem em embalagens de 5 litros, mas o arroz, em pacotinhos de 1 kg. Falaremos mais desses tamanhos diferentes quando contarmos a vida "descansada" das donas de casa espanholas, no quesito limpeza da casa.

Voltando à comida, se tudo fosse gostoso, temperadinho, com sabor de comida, acho que até daria pra engolir. Mas nao rola. Sabe comida de bandeijao da faculdade? Piore muito: tire um pouco da cor, do cheiro e do sabor da comida. Nao adicione nada de tempero e nao cozinhe direito. Voilà! A legítima cozinha espanhola.Isso pq ainda nao tivemos o "prazer" de degustar nenhum prato típico daqui. Pelomenos o Gui já experimentou uma paella e gostou.

Outro dia caímos na bobeira de comprar um suco com leite sabor "caribe" (que diabos é isso?) que tinha gosto de areia, duas saladas (prontas) com gosto de nada, um pacote de batatas MUITO salgadas e dois sanduíches de jamón (presunto) com mostarda - a única coisa que prestou...

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

Capítulo 2: AQUI NA ESPANHA...

...nao é preciso saber falar espanhol!
Tampouco catalao. Ah, e nem cozinhar também....rs

Ficamos um pouco decepcionados com o lance do idioma, já que nos empenhamos em decorar frases como "Òn és el bany?" (que usamos hoje pela primeira vez, no Burger King).

Realmente existe um movimento separatista pró-Catalunya, mas nao é nada assim taaaao comum de se ver nas ruas quanto as pessoas dizem nos guias de turismo. Tem tanta gente de tanta parte do mundo por aqui, que qualquer língua dá pra falar e ser entendido. Regra número um: quaisquer pessoas se entendem, se existe o mínimo interesse em ambas de se fazer comunicar. A exceção só ocorre quando precisamos pedir informações para pessoas mais velhas, tentávamos fazê-lo na língua nativa, o catalan, para parecer mais educado. Claro, como bons latinos que são, os espanhóis falam muito alto e, normalmente, parecem estar brigando.

Guilherme e eu nao passamos nenhum aperto por causa de idioma até agora. Isso se deve ao fato que encontramos pelo menos um brasileiro em toda loja, restaurante, ou qualquer outro lugar que fomos. Ontem, resolvemos comer um Durum - sanduíche turco - em um bar aqui perto da casa da minha mae. Entramos e a garçonete nos perguntou sobre nossa opçao de recheio para o durum. Nao entendemos nada do que ela disse. Após algum comentário do Gui (que eu nao me lembro qual foi), a garçonete disse: "Opa! Sao brasileiros?". Descobrimos depois que só naquele bar haviam mais quatro brasileiros no momento. E depois entrou mais um casal de Sao Paulo.


Hoje encontramos na Plaza Espanya um mexicano que mora na Polônia (?). Ele nos disse que tem um amigo de Belo Horizonte. Aqui é muito comum encontrar as pessoas, trocar meio dedo de prosa e perguntar de onde a pessoa é. Já encontramos gente de todo lugar! Aqui é meio parecido com a Torre de Babel, todas as línguas se misturam. E sobre a Plaza Espanya, haverá um post exclusivo para falar dela, com vídeo e tal. A todo momento, seja nas Ramblas, en Castelldefels, dentro de lojas, nos bares e restaurantes, ouvimos comentários no bom e velho português do Brasil. Daí nos sentimos em casa (na medida do possível, claro). Até agora nao encontramos nenhuma formiga e nenhuma barata. Mas brasileiros já vimos um monte.

Outra coisa bem diferente é que temos notado por aqui é que parece que os espanhóis não costumam fazer comida em casa. As refeiçoes aqui são feitas nos milhares de estabelecimentos que estão espalhados pelos quarteirões da cidade. Quando queríamos fazer nossa própria comida em casa tínhamos muita dificuldade, pois o prazer da culinária praticamente inexiste. Os supermercados estão cheios de produtos descascados, esterilizados, cozidos, embalados, congelados, cortados, e muitas vezes temperados! Um passeio ao supermercado e chegamos à conclusão que se um espanhol ficasse perdido em uma ilha deserta e encontrasse uma cenoura, um frango, arroz, ou outras comidas in natura, ele ia morrer de fome por não saber o que fazer com aquilo.

Piadinhas à parte, o mais difícil de engolir (literalmente) na gastronomia catalã é a ausência de tempero. Tudo leva apenas sal, e pouco. As única essências realmente saborosas estão nas combinações de frutos do mar, carnes de porco e frutas secas. A paella é um bom exemplo, mas para paladares brasileiro parece algo muito próximo de um prato de acarajé misturado com arroz. A comida típica daqui vem direto do mar: camarões, lagostas, mexilhões, lula, polvo... tudo muito barato. Encontramos uma bandeja de filés de salmão defumado a 4 euros! E nossos típicos arroz e feijão são caros e vêm em embalagens bem pequenas.

Os Bocadillos (sanduíches) comandam as listas dos mais pedidos nos bares e cafés, sendo servidos nas mais variadas formas. Quentes ou frios, com tomates e azeite, com jamón serrano (presunto de parma) ou jamón dulce (presunto normal). Já o pãozinho do tipo Brioche e o Crema Catalana, um tipo de pasta doce e com a casca crocante, é o que há de mais gostoso entre as sobremesas. Até deu um pouco de fome, né?


sábado, 5 de janeiro de 2008

Capítulo I: AQUI NA ESPANHA...

...e as culturas diferentes.

Para ler com voz de narrador da sessão da tarde: "Um casal do barulho apronta confusões da pesada ao ter a brilhante idéia de
descrever as várias coisas bizarras, estranhas e muito esquisitas que encontraram do outro lado do mundo. Naaaaão percam o primeiro episódio do "Aqui na Espanha.."


Como esperávamos, os choques culturais aconteceram logo dos primeiros dias aqui, então vamos por partes. Primeiro choque, a rotina diária do espanhol é beeem diferente da nossa e meio complicado se acostumar com a mudança de fuso horário. O dia aqui se divide em seis partes: matinada (5h-7h), matí (8h-12h), migdia (13h-14h), tarda (15h-18h), vespre (19h-21h) e nit (22h-4h). Acordar cedo aqui significa 8h da manha, horário em que o céu começa a clarear (só pra constar, isso é equivalente as 5h da manhã no horário de Brasília). As lojas abrem às 9h e tudo fecha as 14h para a infame e peculiar siesta. NOTA: Quase que fomos literalmente expulsos de uma lojinha, com direito a porta batendo as nossas costas e alguns resmungos initeligíveis da dona, simplesmente por ficar uns 0,5 minutos depois que deu o horário.

Nossa sorte é que o horário de
siesta não se aplica aos muitos estabelecimentos do grande centro de Barcelona, em função dos turistas. Depois da siesta as coisas só voltam a funcionar aqui por volta das 18h e continuam até as 21h. As refeiçoes também são feitas em horários mais tardes: o almoço é depois das 14h e o jantar, depois das 22h. Para sair para a balada começamos a nos arrumar por volta da 23h, pois a vida noturna começa a ficar agitada só depois das 2h.

Aqui na Espanha come-se pelo menos quatro refeições diárias, assim como aqui no Brasil. Mas a quantidade de comida que se come aqui é impressionante. Em nosso primeiro almuerzo, no nosso primeiríssimo dia aqui, fomos em uma taverna basca (pronuncia-se "taberna vasca") e descobrimos que pede-se “primeiro, segundo e terceiro prato”. Depois da vôo a fome foi tanta que pedimos no primeiro prato ovos com bacon e no segundo um tal de entrecort, que nada mais é do que bife com batata frita. No primeiro prato logo de cara veio um prato gigante, com dois ovos mal passados e quilos de bacon. Custamos a comer e já chegou o segundo, com uma bisteca gigante - mal passada - e tanta batata frita que daria umas duas porcões dos botecos de BH. Tudo acompanhado de muito pão...Enfim, como cada um de nós só tem um estômago cada, dispensamos, claro, o terceiro prato. Com o tempo se pega o jeito de saber o que pedir nos restaurantes...Tin tin!


domingo, 30 de dezembro de 2007

Afinal, oque diabos é um pueblo?

ALERTA INICIAL: a divisão política da Espanha é altamente estranha para nós brasileiros e já adiantamos que é muito difícil de se explicar.

Imagine um país que ainda pode ser tratado como um "reino medieval", isso mesmo, daqueles com castelos e reis bem ao estilo O Senhor dos Anéis. Então, a Espanha é assim e ainda é dividida em mais dezessete "sub-países", cada qual independente, porém subordinado ao rei (não funciona como os estados brasileiros, são mais parecidos com os antigos feudos). Cada uma dessas Comunidades Autônomas, como são chamadas, possui um presidente, que é eleito pelo voto do povo.

Para se ter uma idéia melhor, Barcelona é a capital da Catalunha, uma dessas comunidades. A Catalunha por sua vez é dividida em mais quatro províncias: Lérida, Tarragona, Gerona e Barcelona. A cidade de Barcelona é a capital da província de Barcelona, e em volta existem os pueblos, que são como distritos. Os pueblos também são independentes e cada qual tem seu Ayuntamiento (parecidos com as prefeituras).


Resumindo: Estamos na Espanha, hospedados em um pueblo chamado Castelldefels. Aqui é uma região que faz parte de Barcelona, mas que tem uma "prefeitura própria" e fica uns 30 min de trem do grande centro turístico. Enfim, Castelldefels faz parte de Barcelona e ao mesmo tempo não faz. Dissemos que seria complicado explicar. Ainda hoje não compreendemos direito como funciona...

sexta-feira, 28 de dezembro de 2007

CHEGAMOS!!! (sera?)

(desculpa a falta de pontuaçao e acentuaçao adequadas, mas nao estamos em um teclado brasileiro!)


Putaqueopariu!


É o mìnimo que se pode dizer sobre nossa chegada em Barcelona...

Tudo o que podia dar alguma zica, deu. Primeiro, tivemos um problema gigante que tivemos de contornar para conseguirmos comprar a passagem. Finalmente, conseguimos - menos de 24h antes do embarque.

Ok.

Como o estresse nao foi o suficiente, no dia seguinte, a pessoa que tinha combinado comigo de me levar para a casa do Gui para de là seguirmos pro aeroporto, simplesmente me deu bolo. Ate conseguir outro carro pra me levar, là se foram uns 40 minutos. Ainda bem que estàvamos adiantados e cheguei com tempo na casa do Gui. Consequentemente, nao houve atraso de nossa parte para o embarque.

Ok.

Entramos no aviao. Voo da TAM. Tenho medo de voar e o Gui nunca tinha voado. Pratcamiente pânico mal contido da minha parte durante decolagem, aterrissagem e as vàrias turbulências. O Gui, surpresamente, adorou voar e curtiu tanto a viagem que se emocionou bastante com a visao do mundo de cima. Depois ele conta com mais detalhes. O lanchinho era bacana: sanduìche de blanquet de peru com cenoura e mais alguma coisa que esqueci. Pedimos o suco de laranja com gominhos da Minute Maid. Horrìvel. Nao recomendo.

Ok.

Descemos em Guarulhos, SP, às 14:40h. Enfrentamos TRÊS HORAS na fila de check-in da Iberia. Nosso pròximo vôo sairia às 22h, jà com meia hora de atraso (claro!). Comemos rapidao no McDonalds (a coisa mais barata que a gente jà sabia o gosto), custamos a achar algum telefone funcionando para falar com nossos parentes e corremos para a sala de embarque. Descobrimos que o vôo direto para Barcelona nao significava realmente um vôo DIRETO, pois terìamos de descer em Madrid às 10:30h do dia seguinte para entrarmos no vôo de 11:30h para Barcelona. Guarulhos estava lotado. Tivemos de nos sentar no chao por falta de espaço na sala de embarque.

Ok.

Entramos no onibuzinho que nos levou atè o aviao da Iberia. Uau! O aviao sao outros quinhentos: lindao, enorme, bem mais confortàvel que o da TAM e o melhor è que ninguem ficaria ao nosso lado, pois conseguimos um lugar bacana na frente na fileira de duas poltronas. Eba! Nossos momentos de azar, falta de sorte e zicas acabaram! O vôo foi perfeito, o aviao mal balançava e conseguimos dormir bastante. Hora do jantar. A aeromoça (super grosseira) oferece duas opçoes: frango com batatas ou penne ao molho sugo. Para acompanhar, pao. Tinha pao â vontade. Como eu jà sabia dessa coisa da cultura espanhola de comer tudo com pao, nao liguei. O que mais me incomodou na comida foram a falta de tempero e a falta de gosto algum. Parece que tudo foi feito com a mesma receita, que depois foi jogada em uma forma e saìram os formatos de macarrao, de frango, de salada, etc. Pedimos refrigerante e sentimos falta do arroz. Dormimos. Là pelas 2 da madrugada começou uma turbulência pesada, mas o Gui tava dormindo tao pesado que nao sentiu. Eu tb deixei pra là e consegui dormir. De manha, a coisa mais linda foi ver o sol nascer abaixo das nuvens e vir subindo, subindo... O frio era tao grande que congelou todo o ar do lado de fora da janela, que estava cheio de floquinhos de gelo. Serviram o cafè da manha, aos moldes do jantar: tudo com o mesmo gosto. Com uma diferença: nao tinha pao! Como assim tem pao no jantar e nao tem pao no cafè da manha?
Chegamos exatamente na hora combinada, porèm, uma fila E-NOR-ME no controle de bagagem (aquele raio-x), fez com que quase, por pouco, nao perdêssemos nosso vôo para Barça. Jà estavam anunciando "Sr. Neves e Sra. Pessoa" no alto falante quando chegamos ao portao de embarque. Entramos correndo. Èramos os ùltimos MESMO. Na pressa, a moça do balcao nao me devolveu os tickets que estavam colados no canhoto do bilhete. Ia dar merda.

Ok.
Chegamos em Barcelona! Uhhul! Tudo lindo tudo fantàstico. Nao sabìamos quantos brasileiros estavam com a gente para passar no controle de imigraçao, pois o voo de conexao que pegamos tava seguindo o da American Airlines, ou seja, americanos têm passe-livre onde quer que vao. Fizemos como nos foi dito: nao ficamos nem no inìcio nem no fim da fila. Como eram poucos cidadaos da Uniao Europèia, os policiais que estavam là se dividiram para atender os estrangeiros. Um dos polìcias escolheu o Gui no meio da multidao para atender. E fomos. chegamos no guichê, entregamos os passaportes. Ele conferiu as fotos, fechou os passaportes e nos perguntoui se estàvamos a passeio. Respondemos que sim e, quando indagados, dissemos que ìamos ficar em casa de parentes. ele perguntou a clàssica coisa do ·quantos euros estàvamos levando·. Dissemos a quantia, mostramos, mostramos os cartoes de crèdito. Ele disse pera nos sentarmos nas cadeirinhas là e esperarmos pq iria conversar com a gente assim que terminasse de atender as outras pessoas.

Semi-pânico.

Digo ·semi· porque nao tìnhamos mesmo nada a dever. Nao estàvamos mentindo, nao irìamos là para trabalhar nem nada, sò passeio mesmo. Esperamos. Ele nos chamou de novo, mostramos a còpia da papelada da minha mae, jà que ela tem visto de trabalho e residência e etc aqui em Barça. Ele mandou esperarmos mais um pouco.

Semi-pânico ao quadrado.

Chegam mais dois policiais e pedem para que os acompanhemos. Quando achamos que estava tudo mais ou menos certo, eles nos colocam em um CAMBURAO!! Verdade, juro. E nao foi no banco de tràs do camburao, nao... Foi na gaiolinha, atràs, como dois presos. Minha reaçao na hora foi virar pro Gui e falar: "FUDEU!".

Mas mantemos a calma. Nos levaram para outra parte do aeroporto e apòs vàrias horas de nossos passaportes apreendidos e sem sabermos qual seria nosso destino, o delegado (ou equivalente) nos chamou na sala, nos perguntou mais algumas coisas e, quando achamos que estava tudo perdido e que serìamos mandado de volta pra casa, ele nos liberou! UUFAA!!! O pior è que NENHUM outro estrangeiro estava là apreendido tb. Sò nòs dois! Quinze mil àrabes de turbante e mulheres de burca passaram por là. Duzento e cinquenta porto-riquenhos. Quatrocentos e setenta e sete africanos. E apenas nòs dois, brasileiros, fomos barrados. Ah nem.

Ok.

Fomos soltos, com permissao para entrarmos no paìs.

Ok. Mas.... e nossas bagagens?

Nessa altura do campeonato, minha mae, que estava là nos esperando, jà devia estar arrancando o cabelo do ** com a unha, como ela costuma dizer. Norminha devis estar desesperada, pois prometemos que ligarìamos assim que pisàssemos em Barcelona. E a bagagem a gente nao fazia a menos idèia de onde estava.

Ok.

Primeiro eu quis ir atè a saìda ver se minha mae estava là. Percebi que tìnhamos sido levados para o lado A do aeroporto, e tinha sido combinado o labo B. Logo, minha mae devia estar me esperando no lado B. Saìmos mesmo assim e, como que por uma ilunimaçao divina, minha mae tinha ido pra là - desesperada - tentar saber se havìamos nos perdido, se os policiais haviam nos prendido ou algo assim. Quando a vi e disse "Mae!", ela abriu o bocao a chorar. Contei tudo por alto.

Ok.

A batalha pela bagagem começaria. Nao tìnhamos o ticket, pois, como eu disse, na pressa do embarque em Madrid, a moça nao me devolveu e nem deu tempo de voltar là correndo para pegar. Sò nessa brincadeira jà foram outras duas horas entre o balcao da Iberia, a seçao de bagagens extraviadas e a procura pelas malas nas esteiras perdidas no limbo do desembarque.

Achamos, finalmente! Minha irma jà estava vomitando de nervoso.

Ok.

Na saìda, como nao podia deixar de ser, a guardinha da porta me pede para abrir a mala maior para que ela reviste. Sem entender a razao, eu faço. Ela revira todas as minhas roupas, pega os pacotes de miojo que eu trouxe para minha irma, meus cremes e outras coisas pra passar no raio-x e ver se nao hà drogas. MEODEOS!!!!!!

Saindo dali, pegamos os carrinhos com as malas e fomos correndo para o carro, loucos para deixar aquele aeroporto de pessoas que adoram humilhar gente de paìses de terceiro mundo.


Essa història toda està contada por alto, sò para dar uma idèia de como o preconceito de cor, etnia, credo e tudo o mais è forte em alguns lugares. Em conversa em um restaurante, depois, desconfiamos que isso tudo aconteceu porque tenho traços negros e o Gui tem um ar meio de Vasco. Como tinham vàrios cartazes de procurados do ETA espalhados pelo aeroporto, pode ter sido algo nesse sentido.

Mas sei là.

Bem. Chegamos. Estamos aqui, exaustos. Jà demos uma voltinha nos arredores da casa de minha mae e è tudo muito lindo. Tà absurdamente frio aqui. O cansaço nao nos permitiu fazer mais nada. o Gui capotou aqui do meu lado e meus olhos estao pesados e quase fechando.

Com certeza devemos postar mais coisas amanha, entao, voltem aqui para saberem mais.

Atè logo!

quinta-feira, 1 de novembro de 2007

O que é Feed / Rss?

Se você tem mais de um site ou blog favoritos e gostaria de acompanhar as atualizações deles sem precisar entrar, todos os dias, em cada uma das páginas, você com certeza vai gostar do RSS.

RSS significa "Really Simple Syndication", algo como "Agregação realmente simples". Funciona assim: você clica nos links "assine aqui", "RSS", "Feed" ou nas imagens ou de um blog ou site e é redirecionado para uma página de agregador de conteúdo, onde irão aparecer os conteúdos mais recentes de cada site que você "assinou". Tudo em um mesmo lugar, como no seu e-mail.

Para isso, você precisa ter uma conta em algum agregador, que pode ser, por exemplo, o Google Reader ou o Bloglines. Esse agregador vai administrar seus feeds pra você.

Existe também o Atom, que é basicamente a mesma coisa.

Para informações mais detalhadas sobre ese processo, você pode acessar o Revolução.etc ou o Interney, que tem dicas e tutoriais a respeito. Você tb pode recorrer à Wikipedia.

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